“Me dei mal, meu bem, ninguém escapa. Mas o bom disso tudo é que agora
consigo abrir meu coração sem rodeios. Sim, amei sem limites. Dei meu coração
de bandeja. Sonhei com casinhas, jardins e filhos lindos correndo atrás de mim.
Mas tudo está bem agora, eu digo: agora. Houve uma mudança de planos e eu me
sinto incrivelmente leve e feliz. Descobri tantas coisas... existe tanta coisa
mais importante nessa vida que sofrer por amor, que viver um amor. Tantos
amigos. Tantos lugares. Tantas frases e livros e sentidos. Tantas pessoas
novas. Indo. Vindo. Tenho só um mundo pela frente, e olhe pra ele, olhe o
mundo! É tão pequeno diante de tudo o que sinto. Sofrer dói. Dói e não é pouco...
mas faz um bem danado depois que passa. Não dá mais para ocupar o mesmo espaço,
meu tempo não se mede em relógios. E a vida lá fora, me chama.”
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quarta-feira, 8 de agosto de 2012
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Sempre assim!
"Você lê e
sofre.
Você
lê e ri.
Você lê e engasga.
Você lê e tem arrepios.
Você lê, e sua vida vai se
misturando no que está sendo lido."
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Agosto, desgosto!
"Para atravessar agosto é preciso antes de mais nada paciência e fé.
Paciência para cruzar os dias sem se deixar esmagar por eles, mesmo que
nada aconteça de mau; fé para estar seguro, o tempo todo, que chegará
setembro — e também certa não-fé, para não ligar a mínima às negras
lendas deste mês de cachorro louco. É preciso quem sabe ficar-se
distraído, inconsciente de que é agosto, e só lembrar disso no momento
de, por exemplo, assinar um cheque e precisar da data. Então dizer
mentalmente ah!, escrever tanto de tanto de mil novecentos e tanto e ir
em frente. Este é um ponto importante: ir, sobretudo, em frente."
segunda-feira, 30 de julho de 2012
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Um novo capítulo.
"Depois de um tempo você ainda vai lembrar dessa ferida que rasgou fundo
seu peito. Mas vai saber também, que foi apenas uma página do capítulo
passado. E que o capítulo que você está agora, ah, esse sim é o mais
interessante."
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
E que venha mais um ano!
"Atravessarás o dia fazendo coisas como tirar a poeira de livros antigos e velhos discos, como se não houvesse nada mais importante a fazer. E caminharás devagar pela casa, molhando as plantas e abrindo janelas para que sopre esse vento que deve levar embora memórias e cansaços.Contarás nos dedos os dias que faltam para que termine o ano, não são muitos, pensarás com alívio. E morbidamente talvez enumeres todas as vezes que a loucura, a morte, a fome, a doença, a violência e o desespero roçaram teus ombros e os de teus amigos. Serão tantas que desistirás de contar. Então fingirás - aplicadamente, fingirás acreditar que no próximo ano tudo será diferente, que as coisas sempre se renovam. Embora saibas que há perdas realmente irreparáveis e que um braço amputado jamais se reconstituirá sozinho. Achando graça, pensarás com inveja na largatixa, regenerando sua própria cauda cortada. Mas no espelho cru, os teus olhos já não acham graça.Tão longe ficou o tempo, esse, e pensarás, no tempo, naquele, e sentirás uma vontade absurda de tomar atitudes como voltar para a casa de teus avós ou teus pais ou tomar um trem para um lugar desconhecido ou telefonar para um número qualquer (e contar, contar, contar) ou escrever uma carta tão desesperada que alguém se compadeça de ti e corra a te socorrer com chás e bolos, ajeitando as cobertas à tua volta e limpando o suor frio de tua testa. Já não é tempo de desesperos. Refreias quase seguro as vontades impossíveis.."
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
sábado, 12 de novembro de 2011
Tão difícil!
"Era sábado à noite, quase verão, pela cidade havia tantos shows e peças teatrais e bares repletos e festas e pré-estréias em sessões de meia-noite e gente se encontrando e motos correndo e tão difícil renunciar a tudo isso para permanecer no apartamento lendo, espiando pela janela a alegria alheia"
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Como se fosse ácido, espinho, caco de vidro.
"Eu tinha qualquer coisa assim como andar de costas, quando todos andam de frente. Qualquer coisa como gritar, quando todos calam. Qualquer coisa que ofendia os outros, que não era a mesma deles e fazia com que me olhassem vermelhos, os dentes rasgandos as coisas, eu doía neles.."
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Tente viver!
"Tente. Sei lá, tem sempre um pôr-do-sol esperando para ser visto, uma árvore, um pássaro, um rio, uma nuvem. Pelo menos sorria, procure sentir amor. Imagine. Invente. Sonhe. Voe. Se a realidade te alimenta com merda, a mente pode te alimentar com flores. Eu não estou fazendo nada de errado. Só estou tentando deixar as coisas um pouco mais bonitas."
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
É preciso deixar fluir!
“Tão difícil deixar fluir. Mas é o que precisa ser feito agora. Virar barquinho, mesmo. Relaxar e observar o caminho, a paisagem. E assim vamos fluindo… Correnteza leve, por favor. Que não estamos assim muito prontos pra grandes tormentas. Tá tudo bem na verdade. É só uma questão de se encontrar. Porque as vezes eu me perco e fico me procurando, e não me acho. Mas quem sabe assim, deixando que a água vá me levando, não dá certo, né? Deus dará…”
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Nem que demore, mas voltam!
Você vai encontrar todos os tipos de pessoas pela vida. Há os que entrarão na sua vida para não sair. Os que terão medo de se aproximar. E os turistas. Os ditos que entram em sua vida sem que você os permita, e vão sem que você os deixe ir. O fato é que esses voltam. Nem que demore, mas voltam. Nossas digitais ficam para sempre na vida das pessoas que tocamos. E isso não vai mudar.
E aí sim... virou passado!
Eu olhei pra bem longe, muito além daquele Sol. Todo o meu passado se pôs junto com ele, e eu senti a alma clarear enquanto o dia escurecia.
domingo, 19 de junho de 2011
Continuidade!
"Porque já não temos mais idade para, dramaticamente, usarmos palavras grandiloqüentes como "sempre" ou "nunca". Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas. Já não tentamos o suicidio nem cometemos gestos tresloucados. Alguns, sim - nós, não. Contidamente, continuamos. E substituimos expressões fatais como "não resistirei" por outras mais mansas, como "sei que vai passar". Esse o nosso jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência."
Não pode.. de jeito nenhum!
"Há sempre uma pessoa na sua vida, a qual, não importa o que ela faça com você, você apenas não pode deixá-la ir."
sábado, 18 de junho de 2011
Com a vida eu to de bem!
“Tô me aproximando de tudo que me faz completo, me faz feliz e que me quer bem. Tô aproveitando tudo de bom que essa nossa vida tem. Tô me dedicando de verdade pra agradar um outro alguém. Tô trazendo pra perto de mim quem eu gosto e quem gosta de mim também. Ultimamente eu só tô querendo ver o ‘bom’ que todo mundo tem. Relaxa, respira, se irritar é bom pra quem? Supera, suporta, entenda: isento de problemas eu não conheço ninguém. Queira viver, viver melhor, viver sorrindo e até os cem. Tô feliz, to despreocupado.."
sábado, 21 de maio de 2011
Vem comigo?
Vem, que eu quero te mostrar o papel cheio de rosas nas paredes do meu novo quarto, no último andar, de onde se pode ver pela pequena janela a torre de uma igreja. Quero te conduzir pela mão pelas escadas dos quatro andares com uma vela roxa iluminando o caminho para te mostrar as plumas roubadas no vaso de cerâmica, até abrir a janela para que entre o vento frio e sempre um pouco sujo desta cidade. Vem, para subirmos no telhado e, lá do alto, nosso olhar consiga ultrapassar a torre da igreja para encontrar os horizontes que nunca se vêem, nesta cidade onde estamos presos e livres, soltos e amarrados. Quero controlar nervoso o relógio, mil vezes por minuto, antes de ouvir o ranger dos teus sapatos amarelos sobre a madeira dos degraus e então levantar brusco para abrir a porta, construindo no rosto um ar natural e vagamente ocupado, como se tivesse sido interrompido em meio a qualquer coisa não muito importante, mas que você me sentisse um pouco distante e tivesse pressa em me chamar outra vez para perto, para baixo ou para cima, não sei, e então você ensaiasse um gesto feito um toque para chegar mais perto, apenas para chegar mais perto, um pouco mais perto de mim.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Vou ali ser feliz e ja volto.
Ontem chorei. Por tudo que fomos. Por tudo o que não conseguimos ser. Por tudo que se perdeu. Por termos nos perdido. Pelo que queríamos que fosse e não foi. Pela renúncia. Por valores não dados. Por erros cometidos. Acertos não comemorados. Palavras dissipadas.Versos brancos. Chorei pela guerra cotidiana. Pelas tentativas de sobrevivência. Pelos apelos de paz não atendidos. Pelo amor derramado. Pelo amor ofendido e aprisionado. Pelo amor perdido. Pelo respeito empoeirado em cima da estante. Pelo carinho esquecido junto das cartas envelhecidas no guarda- roupa. Pelos sonhos desafinados, estremecidos e adiados. Pela culpa. Toda a culpa. Minha. Sua. Nossa culpa. Por tudo que foi e voou. E não volta mais, pois que hoje é já outro dia. Chorei. Apronto agora os meus pés na estrada. Ponho-me a caminhar sob sol e vento.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Um dia, quem sabe

Ou poderíamos ser apenas o que somos, duas pessoas com uma ligação estranha, sutilezas e asperezas subentendidas, possibilidades de surpresas boas. Ou não. Difícil saber. Bato minhas asas em retirada. E me pergunto se, quem sabe um dia, na hora certa, nosso encontro pode acontecer inteiro.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
É só um vazio.
Penso em você apesar de não sentir sua falta e muito menos sua presença. Penso em você porque sinto um vazio, que eu não sei do quê e nem por quê. Revelo, então, mais uma vez, minha estupidez, já que não é você quem vai me salvar e nem muito menos me catapultar pra uma dimensão mais tranquila e menos ansiosa de coisas que não têm nome.
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